segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Caucaia terá novo edital


Edital com 2.859 vagas para Caucaia sai dia 18

"Depois de muita luta, conseguimos que a Lei do concurso de Caucaia fosse aprovada, cumprindo o Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o MP e a Prefeitura"Momentos antes do fechamento desta edição do caderno Empregos, recebemos uma boa notícia para os concurseiros. Na próxima terça-feira (18) será publicado o novo edital para o tão esperado concurso público do município de Caucaia (CE).Segundo o projeto de Lei de 10 de agosto de 2009, são criados 2.859 cargos para provimento efetivo no Quadro de Pessoal daquela cidade.A seleção era aguardada desde 2008, quando em outubro a Justiça suspendeu o concurso que oferecia 4.426 vagas.Na época, a decisão do juiz Francisco Bizerril, da 1ª Vara de Caucaia, foi baseada na medida cautelar do Ministério Público do Estado do Ceará proposta pelos promotores Ricardo Rocha e Eloílson Landim.A Justiça alegou "vícios na elaboração do edital do certame que oferece 4.426 vagas para cargos administrativos de nível superior e médio, com organização a cargo do Instituto Cidades", suspeito de fraude.Agora, é o próprio promotor Ricardo Rocha que nos confirma a notícia que promete movimentar os ávidos por concurso: "depois de muita luta, conseguimos que a Lei do concurso de Caucaia fosse aprovada, cumprindo o Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público e Prefeitura".Das 2.859 vagas, 1.322 irão para a Secretaria de Educação, 678 para a Secretaria de Saúde, 187 para a Secretaria de Administração, 268 para a Secretaria de Infra-estrutura, entre outras.
RAUL SEIXAS
O dia em que o rock parou



Raul Seixas vivia eternamente buscando fugir de rótulos: "Attention, Raul, para não se alienar sendo apenas o compositor carismático que é Raul Seixas. Este é um personagem que eu já esgotei"


Um guru, um filósofo, um roqueiro? Não! Raul Seixas, somente ele teria o direito de se julgar! Assim diria se estivesse vivo. Mas há 20 anos, completados no próximo dia 21, o baiano que revolucionou a música com suas letras inspiradas se despediu do público e da vidaHá 10 mil anos "atrás", nasceu um "menino gordinho de quatro quilos e meio" , "chamado Raulzito", "numa cidade chamada Salvador", "numa rua chamada Avenida 7", "numa casa número 108". O mesmo Raul da música, o astrólogo, maluco beleza, que fazia de suas letras um registro de sua angústia como homem. Há apenas 20 anos, aquela estrela que girava em torno de sua própria órbita na Terra, que sofria sem medidas a dor de existir, passou a habitar o espaço, onde poderia voltar ao que ele chamava de "verdadeiro lugar" do homem, deixando para trás a vida, "pequeno passeio curto num lugar doido, e de mal gosto", como definiria durante uma de suas fases mais pessimistas - mas nem por isso menos irônicas. Noutras, rejeitava não a morte física, mas a imposta pela civilização, que o obrigava a preocupar-se com a sobrevivência: "Estou cansado de morrer tão jovem/ E a resposta ainda está para chegar/ Haja paciência para ir vivendo e sobrevivendo/ Preocupar-se em sobreviver é esquecer de viver".
De toda forma, seria impossível falar de Raul Seixas sem lembrar da paranóia da morte, desde os tempos da infância, quando rabiscava em seus cadernos o medo que tinha de perder aqueles a quem amava ou quando escrevia que "a vida é um palito de fósforo que vai se queimando até se apagar para sempre". Em um pequeno bilhete lacrado, rabiscado com tinta azul, menino ainda, pediu: "só será aberto no dia que eu morrer". Para a mãe, que abriu o envelope ao lado de Sylvio Passos, presidente do Raul Rock Club, naquele 21 de agosto de 1989, Raul deixou moedas e cédulas velhas de dinheiro. Legado talvez precioso demais para suas posses de menino, porém que não chegava nem perto da herança imortal do fenômeno que ele iria se tornar.
O início, o fim e o meioJunto com Waldir Serrão, que ele considerava como o primeiro rockeiro baiano, e mais alguns colegas, Seixas fundou o "Elvis Rock Club", em 1959. Aos 16 anos, formou o primeiro grupo: os Relâmpagos do Rock. Já em 1963, tornou-se o líder do "The Panters", que passou por algumas formações e nomes, até chegar ao time com o qual lançou o 1º e único LP da banda, em 1968, seguindo os motivos do iê-iê-iê romântico do rock inglês. Acabada aquela fase do Raulzito certinho, de terno e gravata, chegava a hora de mostrar a que veio, agora com o nome de Raul Seixas. Como produtor da CBS, ele lançou o LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista", com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star, uma desatenção da empresa, que logo tiraria o lançamento do mercado. Era uma preparação, o começo para as críticas ao dinheiro, o desprezo pelo trabalho e outras coisitas mais.Depois, parcerias - como as de Paulo Coelho -, mil e uma músicas, pensamentos, crises e casamentos. Raul era como dizia de si: "escritor por excelência, ator por desejo e compositor por raiva". Em "Krig-há, bandolo!" (1973), já conhecíamos ali alguns dos hits do músico, como "Mosca na sopa", "Al Capone" e "Ouro de tolo", sem falar na "Metamorfose ambulante", canção com a qual diria mais tarde: "Attention, Raul, para não se alienar sendo apenas o compositor carismático que é Raul Seixas. Este é um personagem que eu já esgotei. Vide dica de Metamorfose Ambulante (que eu compus com 14 anos ou menos) dizendo ´Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou´".Já nos palcos, um manifesto da Sociedade Alternativa antecipava o próximo disco, "Gita" (1974), que viria marcado por um Deus que estava em todas as coisas, levando ao público o seu conhecimento místico sobre o mundo. "Mas eu sou o amargo da língua/ a mãe, o pai e o avô/ o filho que ainda não veio/ o início, o fim e o meio". Como bem lembrou Paulo Coelho, em entrevista de 1976: "Ambos tínhamos uma porção de coisas guardadas na cuca e sentíamos a necessidade de botá-las para fora".
Alternativa"Faz o que tu queres há de ser tudo da lei", "todo homem e toda uma mulher é uma estrela", as frases que hoje nos lembram Raul, com todo aquele profetismo de quem acreditava numa plena felicidade humana, vieram de sua curiosidade mística. As leituras do Bhagavad-Gita e do Book of the Law, de Aleister Crowley, lhe estimularam a anunciar: "(...) foi comprado um terreno pela Sociedade Alternativa em Paraíba do Sul, onde construiremos ´A Cidade das Estrelas´(...)". Se nada foi concretizado materialmente, sempre uma nova revolução estava no ar, nas letras de suas músicas. Em "S.O.S", por exemplo, o baiano demonstrava sua descrença com relação à humanidade, essas "formigas que trafegam sem porquê", sem tempo para pensar. Para ele, que a todo momento provava seu brilhantismo intelectual, somente o moço do disco voador poderia lhe tirar daquele universo restrito. Em "O Rebu" (1974), disco para trilha sonora de uma novela, Paulo Coelho e Raul cantavam que "a formiga só trabalha porque não sabe cantar", uma revolução do ponto de vista social para a época - plena ditadura militar. As frases bem irônicas do tipo "se subiu, tem que descer" mostravam toda a inquietação de Raul Seixas e a crença de que sempre há uma maneira de enxergar a verdade: "Quem não tem colírio usa óculos escuros".
Convencido de que "cada um é o que sente ser e isso é imutável no homem", o baiano tinha naquele momento uma nova visão da Sociedade Alternativa. O disco "Novo Aeon" (1975) vinha repleto de um novo paradigma: o direito de se fazer o que se tem vontade. "Toda espécie de agrupamento na vida é uma tentativa de fortalecimento, necessidade de amparo. Medo de saber que é lindo ser diferente de todos os demais".

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Governista elogia o Bolsa Família


Wellington Landim diz que as famílias beneficiadas deixaram de passar fome Na última quarta-feira, o deputado Heitor Férrer questionou o aumento do número de beneficiados em Fortaleza
O Bolsa Família, programa do Governo Federal, voltou a ser tema de debate ontem, durante a sessão na Assembléia Legislativa. Um dos questionamentos é a possibilidade cada vez maior de dependência das famílias ao Programa. Para o deputado Welington Landim (PSB), o Bolsa Família ajuda não só no combate à fome, mas aumenta a auto-estima das famílias beneficiadas e ajuda na profissionalização.
Em matéria veiculada ontem, no Diário do Nordeste, o deputado Heitor Férrer (PDT) levantou crítica ao anúncio da Prefeitura de Fortaleza sobre a ampliação do Programa na Capital cearense para mais 41 mil famílias. Para o pedetista, tal fato não é para ser comemorado, mas sim lamentado, já que é uma constatação de que tantas famílias cearenses ainda vivem em extrema pobreza necessitando de um programa social para poder sobreviver.
Para Landim, a questão deve ser vista de outro foco. Ele pondera que não se deve comemorar o fato de que mais pessoas dependerão do Bolsa Família, mas sim o fato de que mais famílias deixaram de passar fome. “Sem fome. E, em um futuro próximo, sem miséria, e com muito menos desigualdade. Essa nova página, inédita, mostra um país que cresce e promove justiça social ao mesmo tempo”, argumentou.
De acordo com o parlamentar, pesquisas realizadas mostram que o fato de receberem o benefício não faz com que pessoas deixem de procurar trabalho. Ele pontua que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2006 mostrou que o percentual de empregados entre 2004 e 2006 aumentou tanto em famílias que são cadastradas no Programa como as que não são. “Sendo que o crescimento na proporção de empregados com carteira assinada chegou a ser maior entre os beneficiários do que entre os que não são beneficiários do Bolsa Família”, ressaltou.O deputado José Teodoro (PSDB) apontou que o senador Flávio Torres (PDT), em discurso no Senado, na última quarta-feira, questionou a eficácia do Programa, apesar do seu partido fazer parte da base de apoio do Governo Lula.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

NA BARRA DO CEARÁ

Enquanto Cuca é festejado, o Pólo de Lazer pede socorro

Cultura e lazer: uma das apostas da Prefeitura , o Cuca será entregue no próximo dia 21 Pólo de lazer: na quadra, além da sensação de abandono, incomoda o forte mau cheiro de urina e fezes

A infra-estrutura está comprometida. Parte do calçamento não tem pedras, e o lixo e mato tomam conta do lugarEnquanto todos os olhos se voltam para a inauguração do primeiro Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte, o Cuca da Barra do Ceará, outro importante ícone não só da cultura como, principalmente, da história local se vê abandonado, sozinho e sem visitas.
O Pólo de Lazer da Barra do Ceará, onde está o Forte de Santiago, pede socorro ao poder público.E o pólo não quer a arrumação da casa a fim de fazer graça para o presidente Lula nem para Ronaldo, o Fenômeno, como promete trazer o Cuca no próximo dia 21. É para garantir o trabalho de gente como o instrutor de surf César Silva de Amorim, 25. Além de dar aulas na Escolinha de Surf da Barra do Ceará — cujas instalações fazem parte da estrutura de arquibancada da quadra esportiva do pólo, Amorim tem um sonho antigo. De montar uma turma de instrumentistas na laje da escola.“Mas como isso não é coisa para agora, pois precisa do apoio de muita gente, os meninos já ficariam satisfeitos se o governo melhorasse o que já existe”. Para ele, hoje, até caminhar fica difícil no pólo.
Algumas pedras estão soltas, outras colocadas de qualquer jeito e muitas já nem existem mais, deixando buracos no calçamento. O pouco de vegetação que ainda lá existe, reclama Amorim, precisa de cuidados, como água e boa adubação. “Ainda acho que dá para colocar mais plantas por aqui. As pessoas sentem falta de sombra”, acrescenta ele.
O próprio forte é um desdém só. No meio dele, há a palavra “pivete” pichada, além de outras formas de demarcação nada adequadas. Ao seu redor, a vegetação não é a das mais cuidadas. Sem contar o lixo, como copos descartáveis e sacos plásticos, que passeia de um lado para outro. Faltam bancos no pólo. Voltando à quadra, além da sincera sensação de abandono, incomoda também o forte mau cheiro de urina e fezes.
A proteção das arquibancadas já não existe mais. Pouco restou da madeira usada para essa finalidade. A quadra de esportes está igualmente sofrida. Quebrada em alguns pontos das extremidades.Apesar da presença de policiais militares e de guardas municipais, a maior queixa do taxista Tarcísio Inácio da Silva, de 48 anos, é quanto à falta de segurança no local. “Dia desse, fez pena ver uma senhora caída no chão depois de ter sua bolsa arrancada por um ladrão. Cenas como essa têm se tornado comuns”, lamenta. O taxista também reclama da falta de eventos no local.“Os meninos daqui não têm muita opção. Falta movimentação, vida por esses lados”, critica. Um paradoxo, tendo em vista que a metros dali, daqui a alguns dias, a cidade vai parar para receber o presidente da República e outras autoridades para festejar o primeiro dos seis Cucas prometidos. PROJETO VILA DO MAR
Melhorias somente no próximo anoA Prefeitura de Fortaleza, por meio da Coordenação do Projeto Vila do Mar, promete uma nova paisagem para a região do pólo de lazer até o fim do primeiro semestre de 2010. Pelo menos, é essa a previsão para que o primeiro trecho do projeto — que inclui, entre outros, a recuperação do pólo e o reordenamento das barracas do seu entorno — fique pronto e seja entregue ao povo.
Segundo Rocicleide Ferreira, coordenadora do projeto, as obras devem começar em setembro e, até o fim de dezembro próximo, pelo menos as novas barracas desse ponto devem estar prontas. “Esses estabelecimentos vão ser padronizados de acordo com as determinações do Patrimônio da União e passarão a se chamar quiosques. Vão ficar numa área próxima à praia e contar com chuveiro, lava-pés, estrutura de saneamento básico, local para destino correto do lixo etc”. Conforme ela, questões como ordenamento do som e disposição de cadeiras e mesas no espaço vão ser submetidas a um processo de gestão a contar com a participação dos proprietários. Rocicleide, entretanto, prefere não adiantar detalhes, como tamanho dos quiosques e valores indenizatórios.
PROTAGONISTAS_Moradores esperam melhorias no bairroMaria Aparecida Cardoso BaimaEla trabalha e mora numa das barracas do entorno do Pólo de Lazer da Barra do Ceará há cerca de 20 anos. É mãe de quatro filhos e está esperançosa com as negociações que envolvem o Projeto Vila do Mar e o pagamento de indenizaçõesTarcísio Inácio da SilvaTem medo da violência que assola a região do Pólo de Lazer. O taxista pede mais eventos para a área e atenção dos órgãos públicos para o problema. Acha que o espaço está abandonado e pode ser aproveitado de uma forma melhor.

domingo, 9 de agosto de 2009

Suplicy diz que tentará convencer Marina Silva a ficar no PT


O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou, na tarde deste sábado, que tentará convencer a também senadora Marina Silva (PT-AC) a não deixar o PT, usando como argumento a afinidade do seringueiro Chico Mendes com o partido.

Segundo Suplicy, ele terá reuniões com a ex-ministra do Meio Ambiente para tentar impedir sua candidatura à presidência da República pelo PV. "Vou transmitir à Marina que quero que ela continue conosco", disse Suplicy.

Chico Mendes é uma espécie de padrinho político de Marina Silva. Suplicy fez a afirmação no evento Caravanas do PT, na Quadra dos Bancários, no centro de São Paulo, onde a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi ovacionada como candidata à presidência da República por cerca de 10 mil militantes.

O presidente estadual do PT, Edinho Silva, disse que a senadora "faz parte da história do PT" e criticou quem saiu de São Paulo para semear a discórdia na legenda.

Marina admitiu que foi sondada pelo PV. No entanto, ela não confirmou se aceitará a proposta. A ex-ministra deixou o governo em maio de 2008, em virtude da incompatibilidade de ideias com o governo de Lula.

ARTICULAÇÕES PARA 2010

Ganha o PSB e perde o PMDB

Cid Gomes tem o deputado Domingos Filho como um dos seus três principais operadores políticos

O presidente estadual do PMDB foi informado de que o filho da maior liderança na assembleia e de uma das principais lideranças do partido vai para o PSB

Domingos Aguiar, filho do presidente da Assembléia, deputado Domingos Aguiar Filho encabeçará a lista de candidatos do PSB à Câmara Federal, no próximo ano. Antes, o nome dele aparecia no noticiário político como candidato, ao mesmo cargo, mas pela legenda do PMDB, partido em que seu pai, desde quando iniciou sua militância político-partidária, está filiado. O PSB quer eleger pelo menos quatro deputados federais. Domingos Aguiar, Pedro Brito, o atual ministro dos Portos, Ariosto Holanda e Sérgio Novais. Outros prováveis candidatos poderão entrar na relação do governador Cid Gomes, mas receberão as ajudas para suas eleições ou reeleições, nos partidos a que hoje ainda estão filiados.

Pessoalmente, o governador está cuidando da elaboração da chapa proporcional com o objetivo de gerar o mínimo possível de melindres dentro da base partidária que dá sustentação à administração e ao projeto político para as eleições de 2010. Ele já conversou praticamente sobre eleição proporcional com quase todos os dirigentes de partidos aliados, faltando apenas os do PSDB, o que deve acontecer ainda este mês, e com os do próprio PT, que deve ficar para depois da eleição dos novos dirigentes da agremiação no Estado, embora filiados de ambos já tenham recebido o sinal positivo de ajuda.

A candidatura de Domingos Aguiar pelo PSB, embora ele de fato não seja filiado ao PMDB, se pode ser registrada como de sobstancial ajuda para a garantia de mais um deputado federal que possa vir a ser eleito pelo grupo do Governo, de outro lado pode ser apontada como um prejuízo para os peemedebistas que contavam com a sua filiação e já o relacionavam como um dos dois prováveis deputados federais mais votados na próxima eleição, dentro e fora do partido.

Oficialmente

O chefe do Poder Legislativo cearense já comunicou oficialmente ao deputado Eunício Oliveira, presidente estadual do PMDB, a filiação do seu filho ao PSB, o que poderá acontecer no encontro estadual, dia 29 deste mês, quando o governador Cid Gomes será eleito presidente do partido.

O presidente da Assembléia, ao lado dos deputados estaduais Ivo Gomes, atualmente na chefia de Gabinete do governador, e José Albuquerque, primeiro secretário do Legislativo estadual, são os principais operadores políticos do Governo e têm como objetivo não somente a consolidação do bloco político que apóia Cid Gomes, mas, sobretudo, o grupo político que ele passou a liderar com o irmão, o deputado federal Ciro Gomes, ainda menor do que aqueles acumulados por outros governadores, só e tão-somente por conta da fidelidade partidária, instituída pela Justiça Eleitoral, que acabou com a imoralidade das adesões.

Entendem o governador e seus operadores que o PSB, agora de fato um partido controlado por Cid e Ciro, precisa ter filiados exercendo mandatos também nas Casas Legislativas e nos Executivos municipais, deixando de ser apenas um partido cartorial. Ademais, a reeleição do governador, desacompanhada de correligionários o enfraquece politicamente junto aos demais aliados e, principalmente diante do quadro nacional, diferentemente da disputa de 2006, quando compunha um outro contexto.

Naquela oportunidade, as limitações impostas aos irmãos Cid e Ciro Gomes começavam no próprio PSB que não aceitava algumas filiações de aliados, dificultando a eleição pelo partido, de vários prefeitos.

PROJETO VILA DO MAR

Barraqueiros questionam valores

Iniciativa destinada à requalificação da Zona Oeste de Fortaleza que se arrasta há 13 anos, o Projeto Vila do Mar (antigo Costa-Oeste) enfrenta mais um entrave. Os 48 barraqueiros instalados no trecho da orla junto à Praça de Santiago (antigo Pólo de Lazer da Barra do Ceará) rejeitam os valores oferecidos pela Prefeitura como indenização pelos estabelecimentos, alguns deles usados também como moradia.

O Município pretende avançar com as obras, enquanto os comerciantes da área garantem que o dinheiro proposto inviabiliza a retomada de seus negócios em outro local e a aquisição de novas moradias para suas famílias. Segundo eles, os valores apresentados para as indenizações variam de R$ 5 mil a R$ 31 mil por cada barraca, mas os critérios utilizados para a definição dos montantes não foram mencionados.

O presidente da Associação dos Barraqueiros da Praça Santiago, Luiz Carlos de Oliveira, avalia que as indenizações têm valores muito baixos. “Além do mais, a Prefeitura não informa que critérios usou para definir o preço de cada barraca”.

“Os valores estão depreciados porque os barraqueiros não têm titularidade da propriedade, que pertence à União. Por outro lado, foram levados em conta também os elementos de engenharia de cada construção”, aponta a coordenadora do Projeto, Rocicleide Silva.